Futuro dos Anúncios em Jogos de Vídeo

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Pagar R$ 350,00 por um produto que exibe anúncios pode parecer algo contra o consumidor. No entanto, milhões compram videogames com inserções publicitárias, que, diferente de filmes, se integram melhor ao contexto do jogo.

No 007 First Light, carros Aston Martin são pilotados; no Forza Horizon 6, veículos da Ford e Ferrari correm pelo Japão; cartazes estão por toda parte no Grand Theft Auto V e estádios cheios de patrocinadores aparecem em EA Sports FC. Isso não soa como publicidade intrusiva. Remover essas marcas, em muitos casos, comprometeria a identidade única desses jogos.

Essa é a vantagem peculiar dos games sobre os filmes. Enquanto o product placement nos filmes soa forçado, nos jogos, ele faz parte da construção do universo.

Índice
  1. Videogames Incorporam Marcas aos Seus Mundos
  2. Anúncios Bem Feitos Fortalecem a Fantasia do Jogo
  3. Rockstar: Marcas Fictícias São Mais Persuasivas
  4. Filmes Exibem Anúncios; Jogos Mantêm a Imersão

Videogames Incorporam Marcas aos Seus Mundos

A diferença fundamental entre jogos e filmes é clara: na maioria das vezes, videogames exigem mundos críveis. Uma cidade sem propaganda parece artificial. Um estádio de futebol sem marcas patrocinadoras parece incompleto. Um festival de corridas sem grandes fabricantes é ilógico.

A vida real está repleta de marcas, logotipos e anúncios, e jogos frequentemente replicam esse cenário com precisão. É por isso que algumas das inserções publicitárias mais bem-sucedidas em videogames mal são percebidas como anúncios. Elas são detalhes que contribuem para a ilusão.

Lançado recentemente, 007 First Light exemplifica isso perfeitamente. O jogo inclui marcas como Aston Martin, Omega, Coca-Cola e Land Rover, parte da identidade de James Bond por gerações, o que torna os anúncios nesse contexto não intrusivos.

Aston Martin ads in 007 First Light video games
Omega watch ads in 007 First Light video games

Ninguém vê Bond dirigindo um Aston Martin Valhalla e pensa nos acordos corporativos; pensa em James Bond. Esse tipo de inserção é eficaz porque prioriza a narrativa do personagem, não a publicidade. E a recepção dos jogadores a boas inserções publicitárias costuma ser positiva.

Anúncios Bem Feitos Fortalecem a Fantasia do Jogo

Quando o product placement funciona nos games, ele reforça a fantasia. A série Forza Horizon perderia parte de sua atratividade sem marcas reais. O coração do jogo está em coletar carros dos sonhos e dirigi-los em um belo mundo aberto. Logotipos como Ferrari, Lamborghini, Ford e Porsche não distraem; eles são um dos motivos pelos quais os jogadores se envolvem.

O mesmo vale para jogos de esportes. EA Sports FC e NBA 2K estão repletos de anúncios nas arenas e parcerias de marca. Retirá-los tornaria a apresentação menos verídica.

NFS Most Wanted BMW M3 GTR
Forza Horizon 6 Ferrari

Além dos exemplos mais comuns, existem situações inusitadas. A parceria de Death Stranding com Monster Energy gerou muito debate, mas também se tornou uma das inserções mais memoráveis dos games modernos, com jogadores interagindo diretamente com o produto, em vez de apenas vê-lo em segundo plano de uma cena.

Os melhores anúncios em games não buscam atenção. Eles tentam convencer os jogadores da realidade do jogo. E não se trata apenas de tornar tudo crível.

Rockstar: Marcas Fictícias São Mais Persuasivas

Talvez o melhor exemplo venha de um estúdio que evita o uso de empresas reais. Grand Theft Auto é uma das franquias mais recheadas de anúncios em jogos. Suas cidades estão cheias de letreiros, comerciais de rádio e lojas fictícias. Contudo, jogadores raramente percebem GTA como um jogo cheio de publicidade.

Isso acontece porque a Rockstar criou seu próprio ecossistema. Marcas como Sprunk, eCola, Cluckin’ Bell e Ammu-Nation parecem negócios autênticos dentro do jogo. Eles fazem Los Santos parecer vibrante e vivo. Mais importante ainda, mostram que sucesso nos anúncios de games não é realmente sobre publicidade.

GTA video game ads

A Rockstar demonstra que uma marca crível, mesmo que fictícia, é frequentemente mais valiosa do que um logotipo real mal alocado. E, claro, os verdadeiros equivalentes das marcas parodiadas provavelmente não se importam, desde que o público esteja falando sobre eles.

Filmes Exibem Anúncios; Jogos Mantêm a Imersão

Enquanto isso, filmes e séries costumam tropeçar. As inserções nos filmes são feitas para garantir que o espectador perceba o produto. A câmera, o logotipo e o diálogo muitas vezes se tornam específicos de forma suspeita. Ao invés de apoiar a história, o produto vira a história.

Jogos adotam o caminho oposto. Os anúncios mais fortes em jogos desaparecem no ambiente, ajudando os jogadores a acreditar nas cidades, estádios, pistas ou fantasias de espião que exploram. E são tão bem integrados que o produto se torna parte central de suas narrativas. Algo como usar um relógio Omega como gadget principal no jogo do 007, ou ter um BMW M3 GTR E46 azul e branco como protagonista em NFS Most Wanted.

Isso demonstra que anúncios em jogos não são apenas sobre inserir um produto, como nos filmes, mas sim integrá-lo no mundo do jogo. Quais são suas opiniões sobre anúncios em videogames? Deixe-nos saber nos comentários.


Fonte: beebom.com

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