Fatal Frame II Remake: Um Renascimento Assustador

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📋 Neste artigo:
- Fatal Frame II Remake: Um Renascimento Assustador
- Nota Beebom
- Tensão Assustadora Nunca Deixa a História Respirar
- Algumas Histórias Terminam em Sacrifício
- O Fatal Frame Que Te Torna um Paparazzi de Fantasmas
- Aparições Amedrontam, Mas São Frágeis
- O Mesmo Antigo Fatal Frame…Com Menos Razão de Assustar
- Desempenho: Jogo Roda Bem, Mas o Verdadeiro Horror É ‘Aquele Bug’
- Veredito: Fatal Frame II Remake É Quando o Terror Vira Ensaio Fotográfico
- Fatal Frame II Remake: Um Renascimento Assustador
- Nota Beebom
- Tensão Assustadora Nunca Deixa a História Respirar
- Algumas Histórias Terminam em Sacrifício
- O Fatal Frame Que Te Torna um Paparazzi de Fantasmas
- Aparições Amedrontam, Mas São Frágeis
- O Mesmo Antigo Fatal Frame…Com Menos Razão de Assustar
- Desempenho: Jogo Roda Bem, Mas o Verdadeiro Horror É ‘Aquele Bug’
- Veredito: Fatal Frame II Remake É Quando o Terror Vira Ensaio Fotográfico
Fatal Frame II Remake: Um Renascimento Assustador
Nota Beebom
Fatal Frame é uma das maiores franquias de terror no mundo dos jogos. Ela se destaca por mergulhar no terror japonês, focando em criar uma atmosfera inquietante, ao invés de apostar em sustos baratos. Contudo, os últimos lançamentos da série não conseguiram atrair novos jogadores. Para revitalizar a franquia, a KOEI Temco aposta no remake de seu título mais popular, Fatal Frame II: Crimson Butterfly. Esse jogo é amplamente considerado o melhor da série, mas a recriação vale todo o burburinho?
Embora tenha jogado muitos títulos de terror como Silent Hill e Resident Evil, Fatal Frame foi uma série que não explorei até agora. Este remake é minha primeira experiência com a franquia. Portanto, minha análise de Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake aborda tanto o "valor de rejogabilidade" quanto o que a franquia pode oferecer para novos jogadores em 2026.
Tensão Assustadora Nunca Deixa a História Respirar
O remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly combina o estilo clássico do terror japonês com gráficos de nova geração. Desde o início, o jogo parece antigo, mas ao mesmo tempo, traz um frescor visual. Isso funciona bem para um jogo de terror, já que a estética clássica cria uma tensão desconfortável que raros títulos de horror moderno conseguem alcançar hoje em dia.
A história começa com a introdução das irmãs gêmeas Mayu e Mio, que acabam presas em uma aldeia assombrada. Você controla Mio e precisa desvendar os segredos desse lugar estranho. Por que Mio? Porque Mayu é um problema por si só, frequentemente tendo visões estranhas e sendo atraída por fantasmas ou borboletas… Sim, ela pode ser um incômodo.
Como Mio, você deve explorar casas, resolver enigmas, abrir portas bloqueadas, conduzir ou procurar Mayu. Esse é o ciclo básico do gameplay. Embora pareça simples, o que torna a experiência gratificante é a envolvente narrativa que mantém seu interesse.
Algumas Histórias Terminam em Sacrifício
A aldeia esconde algo sinistro. Desde cedo, você entende sobre um ritual que envolve gêmeos e remete aos portões do inferno. Seguindo a história principal, você só entende um lado da narrativa. Para compreendê-la por completo, é necessário completar histórias secundárias, que contam sobre outras pessoas presas na vila. São histórias bem detalhadas que adicionam profundidade e são partes cruciais que você não deve ignorar.
Um exemplo é a história secundária de uma mulher que procura por um homem que parece tê-la abandonado. Entretanto, ao ler a perspectiva dele, descobre-se que a mulher estava doente, e ele a mantinha escondida enquanto explorava a aldeia. Ambas as histórias terminam de forma intrigante, levantando mais perguntas do que respostas. Para encontrar essas respostas, é preciso completar as outras histórias paralelas.
Envolver-se na história de Mayu e Mio vai além de desvendar seus passados, abrangendo também as vidas de outros personagens. Por vezes, me encontrei envolvido apenas em completar narrativas paralelas. Felizmente, muitas delas interligam-se com a história principal, evitando bloquear totalmente o progresso.
Além da importância narrativa, há uma outra boa razão para completar essas histórias secundárias: encontrar aparições únicas. Aparições? Sim, são fantasmas que atuam como os principais oponentes. Mas, ao contrário de outros jogos, você não pode enfrentá-los com armas; é necessário fotografá-los.
O Fatal Frame Que Te Torna um Paparazzi de Fantasmas
Eu não estava esperando combates específicos neste título de terror. Como alguém focado nas missões, desconhecia o funcionamento dos confrontos em Fatal Frame. Diferente do convencional, aqui se usa uma câmera única para exorcizar fantasmas. E como isso funciona? Tirando fotos, claro.
Enquadrar os fantasmas e capturar suas imagens corretamente irá causar dano a eles. O impacto depende da clareza da foto, do rolo da câmera e dos filtros usados. Tirar a foto exata antes do ataque iminente de um fantasma gera um ‘Fatal Frame’, uma espécie de parry, que é extremamente satisfatório de realizar.
Quando o espectro consegue te acertar, ele retira sua sanidade antes da vida. Você pode se movimentar para desviar desses ataques ou usar a tecla de esquiva. Porém, ambas ações consomem sanidade. Então, mesmo que o combate seja em tempo real, ele parece mais tático e lento. Cada movimento precisa ser calculado, e os erros podem sair caros.
Fotografar as aparições rende pontos que podem ser trocados por itens ou amuletos no jogo. Dessa forma, o sistema realmente incentiva o combate, algo que eu achei bem interessante.
A Camera Obscura também possui diversos disparos poderosos, um para cada filtro, que podem ser usados para desacelerar, expulsar ou causar grandes danos aos espectros. Particularmente, preferi usar diferentes rolos de filme, cada um com suas forças de exorcismo, em vez de focar em disparos especiais.
Aparições Amedrontam, Mas São Frágeis
Inicialmente, estava animado para combater cada aparição no meu caminho. Cada uma aparentava ter um estilo próprio, e desvendar seus padrões de ataque era muito recompensador. Infelizmente, essa sensação não durou. Após entender o básico da Camera Obscura, muitos encontros se tornaram repetitivos.
Cheguei a temer os combates repetitivos, considerando-os uma perda de tempo. Mesmo novos espectros que apareceram tinham poucas diferenças significativas. As únicas aparições verdadeiramente desafiadoras estavam ligadas às histórias paralelas ou aos chefes da narrativa principal.
Por exemplo, um dos fantasmas surge sobre uma ponte e se esconde na água, tornando-se difícil de capturar com a câmera. Em um segundo encontro, seu estado agressivo submerge você, complicando ainda mais a detecção.
Algumas dessas aparições únicas proporcionaram encontros desafiadores, mas poucas deixaram uma impressão duradoura. Entretanto, gostei bastante do estilo de combate da Camera Obscura, que se destaca dos outros jogos de terror que experimentei.
O Mesmo Antigo Fatal Frame…Com Menos Razão de Assustar
O remake de Fatal Frame 2: Crimson Butterfly revitaliza o mesmo estilo de jogo com novos gráficos. Porém, nessa atualização, perde-se algo essencial que o tornava realmente assustador anteriormente. Depois de completar minha campanha na nova versão, decidi rever o jogo antigo para fazer algumas comparações e confirmar certas suspeitas. E, como suspeitava, a maioria se confirmou.
Embora estivesse totalmente absorvido na narrativa e aventura tensas, em nenhum momento fiquei verdadeiramente assustado durante o jogo. Em um título de terror, falhar em causar temor é uma grande falha. Inicialmente, achei que isso era característico do estilo horror japonês de criar uma atmosfera mais assombrosa do que os tradicionais sustos.
Porém, olhando para o jogo original, percebi que não era verdade. O Fatal Frame 2 original parecia mais imponente e assustador. Os gráficos antigos amplificavam o clima aterrorizante que não foi totalmente transmitido no remake. Embora os espectros tenham se mostrado um desafio razoável, passaram longe das monstruosidades que presenciei recentemente em Resident Evil Requiem.
No entanto, não é apenas isso. A maior diferença que encontrei foi no design de áudio. A trilha sonora do Fatal Frame II original sozinha causava arrepios só de assistir aos antigos vídeos. Comparado a isso, o design sonoro no remake pareceu aquém, mais sutil do que assustador. Não me entenda mal, o áudio não é ruim. Mas não é suficiente para mantê-lo constantemente desconfortável. Se estiver jogando o remake sem conhecer o original, pode até não prestar atenção nisso.
Desempenho: Jogo Roda Bem, Mas o Verdadeiro Horror É ‘Aquele Bug’
Fatal Frame II: Crimson Butterfly apresenta visuais incríveis. A atmosfera e a reimaginação dos antigos locais icônicos estão impecáveis. Infelizmente, isso não se aplica ao design dos inimigos. Parece que o jogo todo recebeu a devida atenção, mas os desenvolvedores se esqueceram de redesenhar totalmente os espectros. Esses fantasmas e demais entidades sobrenaturais destoam do caprichado design atmosférico do jogo.
No quesito desempenho, não há muito a relatar, já que o jogo roda a 30 FPS ou 60 FPS. Meu computador manteve o jogo estável a 60 FPS, mesmo com gráficos no máximo.
Minha Configuração
CPU: AMD Ryzen 9 7900x
CPU Cooler: CORSAIR H150 RGB
Motherboard: GIGABYTE B650M Gaming X AX
GPU: MSI Nvidia GeForce RTX 5060 Ti 16 GB
RAM: 32GB (32GB x 1) ADATA XPG DDR5 5600FSB LANCER
SSD: 1TB AORUS Gen 4 5000E NVMe storage
Monitor: 1080p @ 165 Hz
Em termos de bugs, encontrei poucos durante minha jogatina, até me deparar com um que quase arruinou todo meu progresso. Em determinado momento da história principal, você precisa encontrar três partes de uma boneca. Depois de procurar por horas, só achei duas, sem sinal da terceira. Percebi que poderia ser um bug. Felizmente, meu histórico como testador de jogos foi útil. Eu sempre salvo o progresso em múltiplos saves para evitar problemas assim e, como imaginei, era um bug que impedia a localização da última parte.
Se não tivesse me precavido, isso poderia ter acabado com a minha jogatina. Só não descontarei mais pontos porque foi o único defeito encontrado. Confio nos desenvolvedores para corrigirem com um patch inicial.
Veredito: Fatal Frame II Remake É Quando o Terror Vira Ensaio Fotográfico
Para alguém novo na série, a narrativa envolvente de Fatal Frame II: Crimson Butterfly remake me cativou e me manteve entretido. Embora jamais tenha sentido verdadeiro medo, o ritmo e a atmosfera mantiveram meu interesse no jogo. O sistema de combate com a Camera Obscura é, de fato, inovador e algo que apreciei em grande parte.
O que não me agradou foi a falta de inimigos únicos, tornando o combate repetitivo na segunda metade do jogo. Ainda assim, para um iniciante em jogos de terror, Fatal Frame II: Crimson Butterfly é uma excelente introdução à franquia.
Agora, o que torna o remake interessante para antigos jogadores? O jogo é uma clara reimaginação do original, com muitas missões ocorrendo de maneira semelhante. Contudo, há uma distinção nos elementos de terror, e sinto que aqueles que jogaram o original podem se sentir ligeiramente desapontados. No entanto, é uma ótima maneira de reviver a nostalgia e renovar o interesse pelos próximos lançamentos de Fatal Frame. Além disso, o jogo introduz um novo final secreto, que ainda não consegui alcançar, mas talvez você possa.
Essa é a conclusão da nossa análise do remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly. Qual é a sua opinião sobre o jogo? Compartilhe nos comentários.
Alma antiga que adora CRPGs e Souls-Like. Gosta de simplificar jogos "Complexos e Difíceis" para jogadores casuais com guias e vídeos personalizados. Ama explorar novos lugares, ler ficção fantástica, assistir animes e criar personagens diferentes em seu tempo livre. Também é fã de resolver quebra-cabeças e orgulha-se de manter sua longa sequência de vitórias no NYT Connections.
Fonte: beebom.com
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